sábado, julho 15, 2006

sintoma


há, ainda...
a ver.

pensando em mallarmé


o livro, célere,
despista

a loqüência
do autor d

o livro, célera,
despisa

outro piero


reflexiono, todos os dias
como esta morte adâmica
produz/induz
uma referência que
falta à linguagem de dizer-se
linguagem, em si.

piero della francesca,
geômetra, à fresco,
oferece o retrato -
e aí já é similitude e contigüidade -
do final poundiano do desespero.

perdoem-me, diz ez,
mas de quê?

agora idéias de gramas
flutuam na retina,
como que empalhados
de lauri-fel.
apenas mais um pigmento,
e as formas
pitagóricas
atenagorizam-se.

celebração


como
amigos!!!

2 anos de festa
2 julho

dúzias:
tequilas, nachos

muita música
até cair
na foto

queria para nós
um épico
devaneio

§§ tudo reverie à revelia

ao decorar - terza rima -

para fabricia
ao lado de cora -
amaralina forma -
tu que és amor pletora.

teu vácuo, norma -
consona ao vazio
da casa, que em si orna.

cortina, breve estio,
de chama breve -
catuliana velha em brio.

mirada, som de neve -
movente flores ao chão
e pelas paredes, Eve.

de que é sorriso, no vão
verde que colore a casa
tudo repleto de lua e pão.

ali, naquela foto, asa
da mélica que escrevenho
outonos, primo verão, grasa.

cora atrás, velho cenho,
o amor fati à frente,
entre elas, algum engenho:

escravo escrito esfola rente
imensa, a casa da ponte -
morada, toda ela abluente.

enquanto isso, livros e o caronte.

entradas goianas



casas no goiás
- tudo igual de
ver, revém a imago,
de sonho (pobre iago) -

casas todas baixas
casebres de telhado
e pé-direito alto -
um talhe ao locus da ursa -

casas em góias
todas constritas
de barro, madeira
e paralelas em brita
das ruas.

as casas são também
como as portas, de
cidades, sempre ermas,
abertas:

abrem-se duas pistas
- mãos únicas de carros -
= queijo trança! pequi!
aos montes, como o barro

ao meio um canteiro
= nel mezzo del camin
verde, em geral, em que
se elevam

b u r i t i s

sexta-feira, julho 14, 2006

ex nihilo nihil fit

participa do nada
como aquele que
de nada faz participar

faz-se ou sê ens
sem notação -
tudo ex, est, is

filame da coisa -
em si - rem de coisa -
como górgias:

inexprimível, o que
existe é, como nada,
incognoscível.

faz-se, fez-se,
aurora - l'aura
amara - de vazio

secundum
formam
loquendi.