sexta-feira, setembro 10, 2010

à parte do ocaso

para o andré, se recuperando


ὥστε θνητὸν ὄντα κείνην τὴν τελευταίαν ἰδεῖν
ἡμέραν ἐπισκοποῦντα μηδέν᾽ ὀλβίζειν, πρὶν ἂν
τέρμα τοῦ βίου περάσῃ μηδὲν ἀλγεινὸν παθών.
coro (édipo rei)

[atento ao dia final, homem nenhum
afirme: eu sou feliz!, até transpor
– sem nunca ter sofrido – o umbral da morte.]


podes, entre um sempre e amoras,
mitigar fantasmas –
à margem da estrela, jaune
de doce ar, entre muros.

à queda, um caminho e promessas:
novo o ocaso, consolo –
em um vazio, nomes. escuto,
ilhado, o brilho que há.

vestígios, entre pé e perna;
mais à esquerda do dia e da
verde vinha lançada, a partir.
fronte à frente, os risos de lá.

todo lugar é para além, de
si, no mesmo ermo: de édipo,
ao canto exódico premente,
repete-se na calma, do acaso.

            

Um comentário:

André disse...

"Il miglior fabbro", sempre.

De um mero ágrafo-ápode tragado pela gravidade e com a metonímia aprisionada, mas agradecido.